JORGE LEÃO
Criador e gestor do
MURAL DE ARTISTAS
Criador e gestor do
MURAL DE ARTISTAS
O MOVIMENTO MURAL DE ARTISTAS
O restaurante e bar SUPER BAR, localizado em frente á praça da Cinelândia, ao lado do Amarelinho, cedeu ao produtor e gestor JORGE LEÃO o espaço das paredes do salão interno do estabelecimento para que fossem afixados quadros de cortiça para comportar folhas com fotos dos artistas homenageados.
COMO ACONTECEU ESSA CESSÃO
No dia 15 de outubro de 2018 o produtor e professor JORGE LEÃO, editor da revista impressa mensal GUIA DE TEATRO CARIOCA, foi pela primeira vez ao SUPERBAR com uma amiga, também professora, para conversar e, entre outras intenções, comemorar o Dia dos Professores e Professoras.
Logo que sentou à mesa, antes de pedir os primeiros chopes, observou que na toalha de papel estava escrito o seguinte: «Super Bar, desde 1958.
Assim que o garçom se aproximou, Jorge Leão perguntou a ele como tinha sido a comemoração dos 60 anos do bar. O garçom disse que não lembrava de ter tido qualquer comemoração, ao menos no horário em que ele trabalhava.
Com a curiosidade de jornalista graduado, Jorge Leão se dirigiu ao gerente França e repetiu a pergunta, e o gerente foi categórico ao afirmar que ninguém do restaurante tinha prestado atenção nessa idade emblemática do estabelecimento.
Ato contínuo, Jorge Leão se apresentou como editor da revista GUIA DE TEATRO CARIOCA e produtor cultural e de eventos, e perguntou ao gerente se podia organizar uma festa de aniversário para o restaurante.
Com o consentimento imediato, Jorge Leão convocou os produtores que estavam em cartaz nos então doze teatros que funcionavam no Centro e em outras partes da cidade para que fizessem parte dessa comemoração, já com a intenção de tornar aquele locam um ponto de encontro da classe artística.
Os artistas responderam positivamente ao convite, e assim o Super Bar foi invadido por pessoas da classe, que ocuparam todas as cadeiras, sobrando ainda muita gente em pé pela calçada da Cinelândia.
A partir daí, em nova conversa com o gerente França, Jorge Leão conseguiu que os componentes das fichas técnicas das peças em cartaz no Rio passassem a ser contemplados com o que, no meio artístico, chamamos de «apoio cultural», oferecendo petiscos como brinde para esses artistas, que para tal deveriam levar para o restaurante as filipetas (panfletos) das peças, para comprovar que estavam em cartaz em algum teatro.
Assim o SUPER BAR começou a sua trajetória como o mais novo point de artistas do Rio, superando o emblemático Amarelinho, seu vizinho de parede.
O SUPER BAR, que até então fechava antes do vizinho, passou a superá-lo no horário de fechamento, devido ao aumento significativo de sua lotação diária.
COMO COMEÇOU O MOVIMENTO MURAL DE ARTISTAS
Como acontece até os dias de hoje, eu assisto a diversas peças de teatro nas quais atrizes e atores que não têm fama brilham muito, mas como muitas dessas peças não são sequer consideradas pela mídia, principalmente por dirigentes de prêmios, quem nelas atua fica sem possibilidade de alcançar patamares mais elevados em sua carreira artística.
Uma noite, após assistir a uma peça no Teatro Dulcina, fui jantar no Super Bar e encontrei em algumas mesas diversas atrizes e atores que se encaixavam nessa descrição feita nas linhas anteriores desse texto.
Pensei que afixar fotos desses e dessas artistas ali no salão interno do Super Bar poderia ser uma forma de homenagear a quem eu achava que merecia e também uma forma de fidelizar clientes para o restaurante.
Falei dessa minha ideia com o gerente França, que imediatamente me deu carta branca e aí foi só comprar os quadros de cortiça e, a partir da primeira data de homenagens, 18 de maio de 2029, foi afixada a primeira folha com as fotos dos primeiros homenageados.
COMO O ESPAÇO DO MURAL GANHOU O NOME DE ESPAÇO CULTURAL MARIA POMPEU
Um belo dia, bem antes de conhecer o Super Bar, encontrei a Pompeu no Sesc Copacabana, ambos ali presentes para assistir a mais uma peça de teatro.
Comentei com ela que a admirava muito, e que, como na época eu já tinha anos de frequência enorme em teatros (hoje já somo mais de 5.000 peças assistidas nos últimos 20 anos), eu poderia afirmar que ela era a atriz que eu mais via nos teatros, a que mais prestigiava colegas assistindo a peças de seus colegas e de suas colegas de ofício.
Em seguida, prometi a ela que o dia em que eu tivesse autoridade em algum espaço cultural no Rio, eu denominaria esse espaço com o nome dela.
Em uma tarde no SATED (Sindicato de Artistas e Técnicos em Diversões), imediatamente após o término de uma leitura dramatizada de cujo elenco a Maria Pompeu fazia parte, pedi a palavra e a convidei para ser a madrinha do MURAL DE ARTISTAS e também pedi a sua permissão para que eu batizasse
EM QUE CONSISTIA A HOMENAGEM
Cada artista homenageado tinha sua fotografia afixada em parte de uma folha A4 em papel couche 150g. O número de homenageados em cada evento variava de acordo com a agenda dos que já estavam aprovados para a homenagem.
As folhas eram afixadas em quadros de cortiça e o currículo de cada artista ficava em uma pasta em um espaço próximo aos quadros.
Era solicitada uma foto de close de rosto e um endereço de e-mail, daí eu enviava um arquivo em Word com um modelo padrão de currículo, para que o homenageado preenchesse, imprimisse e me levasse no dia de sua homenagem.
QUAIS ARTISTAS PODIAM SER HOMENAGEADOS
Artistas de todos os segmentos. A maioria era de atores/atrizes e cantoras/cantores.
PROCESSO DE SELEÇÃO DE HOMENAGEADOS
Para ser homenageado, o artista poderia:
a) ser indicado por alguém que já fizesse parte do MURAL.
b) ser convidado pelo produtor e gestor JORGE LEÃO.
COMO FUNCIONAVA CADA EVENTO
Eram homenageados vários artistas a cada sábado em um evento semanal, que reunia o mínimo de 150 pessoas a cada data.
Teve um sábado que bateu o recorde, com 350 assinaturas no livro de presença.
Tinha música ambiente e podia ter «canjas» espontâneas, dependendo das condições do momento, principalmente do número de pessoas no restaurante.
Normalmente cada homenageado levava de 10 a 20 pessoas no evento. Já houve casos de homenageados chegando a 50 convidados.
O horário do evento era de 19h de sábado até a madrugada de domingo, sem horário fixo pra acabar.
O homenageado e seus convidados poderiam chegar em qualquer horário, sendo que Jorge Leão solicitava que chegassem o mais próximo possível das 19h, para aproveitar bem o evento e para eu poder manter a reserva das mesas.
OBJETIVOS DO MOVIMENTO MURAL DE ARTISTAS
A ideia do evento era fazer com que artistas se conhecessem pessoalmente, ao vivo, para trocar ideias, experiências, divulgar e criar oportunidades de trabalho.
Segundo Jorge Leão, a melhor rede social é a presencial, com o calor humano de abraços, beijos e olhar direto.
COMO O MOVIMENTO FOI INTERROMPIDO
A pandemia interrompeu esse evento semanal.
Após a pandemia ainda tentei reativar o movimento, mas isso não foi possível, pois as pessoas ainda permaneceram receosas em relação à possibilidade de contágio.
Com as pessoas deixando de frequentar o local do evento, concordei que os donos do SUPER BAR retirassem todos os quadros com as fotografias, pois parceria só existe quando os dois lados contribuem, e isso não estava mais acontecendo por parte dos muralistas.
O EVENTO MURAL DE ARTISTAS VAI VOLTAR?
Ao longo desses anos, recebi diversas sugestões de pessoas do meio artístico para a volta do MURAL DE ARTISTAS, além de propostas de diversos locais, mas até agora não vi possibilidade de voltar com esse evento, pois preciso de condições específicas para esse retorno.
Tenho a maior vontade do mundo para que retornemos, mas no momento isso é só vontade!
JORGE LEÃO
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